NEWSLETTER DO IB

Newsletter do IB - Janeiro/2023

 

Editorial da 1ª Edição

 

É com grande satisfação que lançamos a primeira edição da Newsletter do IB!

Fruto dos esforços coletivos da Diretoria e da Comissão de Extensão e Pesquisa e da Coordenação do Blogs Unicamp, a Newsletter do IB nasceu como forma de condensar informações relevantes do dia a dia do nosso Instituto em um único espaço.

A ideia é mostrar à Comunidade interna e externa do IB a pluralidade das atividades realizadas por cada um de nós, bem como os nossos desafios e as nossas conquistas. É um espaço a aberto a todos e que depende de todos nós para funcionar.

Ainda estamos procurando a melhor forma de organizar e disponibilizar as informações, então contamos com críticas, sugestões e opiniões de nossos leitores.

A Neswletter do IB pertence a todos!

Bem vindo e boa leitura!

Se você tiver um assunto interessante para divulgar ou uma sugestão, entre em contato conosco pelo extensib@unicamp.br

 


 

Instituto de Biologia atuou ao lado de mais de 50 organizações internacionais para realizar uma grande revisão da biodiversidade de Madagascar

Por Thais Guedes

Em dois novos artigos publicados na Science, pesquisadores do Royal Botanic Gardens, Kew e parceiros de mais de 50 organizações globais, incluíndo o Instituto de Biologia da Unicamp, realizaram uma grande revisão da extraordinária biodiversidade de Madagascar. Reunindo os recursos mais atualizados e usando técnicas de ponta para prever o estado de conservação, a equipe avaliou as ameaças enfrentadas pela biodiversidade terrestre e de água doce e olhou para futuras oportunidades de conservação e restauração.

Madagascar é um dos principais hotspots de biodiversidade do mundo, com um conjunto único de plantas, animais e fungos, a maioria dos quais evoluiu na ilha e não ocorre em nenhum outro lugar.

Compreender as origens, evolução, distribuição atual e usos da extraordinária biodiversidade de Madagascar é crucial para destacar sua importância global e orientar os esforços urgentes de conservação. Estima-se que existam 11.516 espécies descritas de plantas vasculares malgaxes nativas, das quais 82% são endêmicas. Entre as 1.316 espécies de vertebrados nativos terrestres e de água doce, o número é ainda maior - com 90% de endemismo geral.

Esta diversidade única está em grave perigo. A equipe de pesquisa compilou os dados de avaliação disponíveis da IUCN sobre plantas e vertebrados e usou o aprendizado de máquina para prever os riscos de extinção de espécies de plantas que carecem de avaliações. As análises mostraram que a superexploração (caça direta e colheita de espécies) e práticas agrícolas insustentáveis afetam 62,1% e 56,8% das espécies de vertebrados, respectivamente, e cada uma afeta quase 90% de todas as espécies de plantas. Eles concluem que o conhecimento atual sobre a biodiversidade de Madagascar e seu declínio indicam uma necessidade urgente de ação.

Thaís Guedes é Jovem Pesquisadora FAPESP (#2021/07161-6, #2022/09428-2) e está vinculada ao Laboratório de História Natural dos Anfíbios Brasileiros e ao Departamento de Biologia Animal da UNICAMP.

Leia os artigos na íntegra:

Madagascar’s extraordinary biodiversity: Evolution, distribution, and use

Madagascar’s extraordinary biodiversity: Threats and opportunities


IB tem projeto aprovado na nova modalidade de apoio FAPESP - Auxílio à Pesquisa Projeto Inicial π

Por Fabio Pinheiro

O projeto Ecologia e evolução de plantas em ambientes insulares: um estudo sobre a origem da Flora da Ilha de Alcatrazes (São Sebastião – SP), que tem como Pesquisador Responsável o Prof. Dr. Fabio Pinheiro, acaba de ser aprovado pela FAPESP dentro da nova modalidade de apoio - Auxílio à Pesquisa Projeto Inicial π.

O Projeto será um passo importante para a investigação sobre a ecologia e evolução de organismos que habitam ilhas, especificamente plantas. Nosso grupo de pesquisa investiga os mecanismos envolvidos na origem das espécies, combinando intenso trabalho de campo, experimentos ecológicos e análises genéticas para compreender como os organismos se diferenciam e se mantém como entidades distintas.

Ambientes com alto grau de isolamento, como montanhas, já vinham sendo investigados pelo nosso grupo, mas ainda não tínhamos tido a oportunidade de estudar de fato ilhas marinhas. Fiquei surpreso ao notar que no litoral do Estado de São Paulo temos uma grande quantidade de ilhas marinhas, com várias espécies endêmicas, e que são pouquíssimos estudadas.

Este fato, aliado à parceria ativa dos agentes da Unidade de Conservação do Arquipélago de Alcatrazes, foi decisivo para a estruturação do projeto. Ilhas marinhas têm despertado o interesse da comunidade científica há séculos. Uma prova disso é o interesse especial que naturalistas famosos, como Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, tiveram sobre o estudo de organismos insulares.

Uma parte significativa das idéias sobre a ecologia e evolução das espécies vieram de estudos em ilhas, como a teoria da seleção natural e a teoria do equilíbrio insular. Grande parte dos estudos no Arquipélago de Alcatrazes foram realizados com a sua fauna, e as plantas da ilha são muito pouco conhecidas.

Por isso, este projeto possui muitas frentes de pesquisa, desde o levantamento das espécies de plantas da ilha, até experimentos em casas de vegetação e a utilização de métodos de análises genômicas para compreender como as restrições de habitat influenciam a ecologia e evolução destas espécies.

Esperamos obter dados inéditos para a região Neotropical que permitam ações integradas de ensino e pesquisa, utilizando ambientes insulares como modelos para a compreensão de processos ecológicos e evolutivos em ambientes altamente diversos e vulneráveis às mudanças climáticas em curso.

O projeto conta com uma grande equipe de colaboração, envolvendo outras duas docentes do DBV, Clarisse Palma da Silva e Ingrid Koch, além de três colaboradores internacionais e alun@s de iniciação científica, mestrado e doutorado.

Fabio Pinheiro é docente do Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Unicamp


Equipe iGEM Unicamp ganha medalha de ouro na International Genetically Engineered Machine Competition 2022

Projeto do Instituto de Biologia, que desenvolve celulose a partir de resíduos da indústria de suco de laranja, foi medalhista de ouro no International Genetically Engineered Machine Competition (IGEM) 2022, em París, França.

Depois de muitos anos, a equipe iGEM Unicamp, coordenada pela Professora do IB, Elizabeth Bilsland, voltou à competição mundial com o projeto CELLULOPOLIS.

O projeto CELLULOPOLIS  busca substituir a celulose vegetal por celulose bacteriana, utilizando a biologia sintética para melhorar a produção de celulose bacteriana por meio da regulação do metabolismo da bactéria Komagataeibacter. O objetivo final é utilizar a celulose bacteriana como material mais puro e menos toxico para aplicações biomédicas.

Conheça o Projeto / iGEM Unicamp


Docentes do IB são eleitos novos membros da ABC e da TWAS

A Professora Anete Pereira de Souza foi eleita membro titular na área de Ciências Agrárias pela Academia Brasileira de Ciência (ABC). A nomeação aconteceu durante a Assembleia Geral Ordinária, realizada dia 1º de dezembro de 2022 e a Professora tomou posse dia 1º de janeiro de 2023.

Já o Professor Paulo Mazzafera foi eleito membro da Academia Mundial de Ciências (TWAS), em reconhecimento às suas contribuições científicas em nível internacional em Ciências Agrárias. A nomeação ocorreu durante a 16ª Reunião Geral, no dia 21 de novembro de 2022.


Prêmios Institucionais 2022 - Docentes do IB são reconhecidos por sua dedicação à Pesquisa, Ensino e Extensão

Profa Elaine Minatel - Prêmio de Reconhecimento Acadêmico “Zeferino Vaz”

O prêmio é concedido em reconhecimento da contribuição à instituição e à sociedade pelos membros docentes que mais se destacaram nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Profa Maria Andreia Delbin - Prêmio de Reconhecimento Docente pela Dedicação ao Ensino de Graduação

O prêmio é concedido a docentes que tenham se destacado em atividades de ensino de Graduação.

Prof Eduardo Galembeck - Prêmio ProEC de Extensão Universitária

O prêmio é concedido a docentes que tenham se destacado em atividades de Extensão Universitária.