Carmen Veríssima Ferreira

O grupo de pesquisa do Laboratório de Bioensaios in vitro e Transdução de Sinal utiliza como modelos biológicos células tumorais humanas para entender os aspectos bioquímicos envolvidos na aquisição de resistência à quimioterapia e na metástase. Temos experiência de mais de 20 anos na construção de mapas metabólicos que permitem a identificação de cascatas de reações predominantes e, portanto, relevantes para a agressividade tumoral. Atualmente, estamos investindo em modelos de cultura de células 3D e 4D, os quais mimetizam melhor os tumores in vivo.

Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira

Presentemente, em termos de reabilitação regenerativa, o LRN atua em diferentes frentes que são complementares entre si. Dentre os componentes do processo reparativo, contemplam-se medidas que se enquadram em dois grandes grupos nomeados de medicina regenerativa e reabilitação. No primeiro (medicina regenerativa) pode-se listar o emprego de elementos terapêuticos como células tronco, matrizes/arcabouços, fármacos e tecnologias de otimização; no segundo (reabilitação), contempla-se a utilização de atividades físicas, em diferentes meios e com variados protocolos, de acordo com o quadro clínico em questão.
Em relação a aplicação de tratamentos de origem celular, o LRN tem voltado seus esforços a utilização de células tronco, que são um tipo celular caracterizado por duas grandes propriedades: 1) autorrenovação e 2) diferenciação em diferentes tipos celulares. Nesse contexto, contamos com células tronco de diferentes linhagens, como as de origem embrionária e mesenquimal humana, sendo essa última, obtida a partir de diferentes sítios, como de tecido adiposo e polpa dentária. As células de origem adiposa são obtidas, por exemplo, de material dispensado em procedimentos de lipoaspiração, graças a parcerias estabelecidas com médicos e outros profissionais da área da saúde. Prova do efeito promissor das terapias celulares, nos últimos anos, o LRN publicou, em vários periódicos, os efeitos benéficos desse tipo de tratamento (Araújo et al., 2017, Spejo et al., 2018, Mozafari et al., 2018, Castro et al., 2020). Ademais, no LRN, o uso de células relacionadas ao sistema imune (terapia celular por linfócitos) em modelos de lesão nervosa também estão sendo objeto de pesquisa (Bombeiro et al., 2016, 2020).
Associado ou não com a terapia celular, o LRN investiga a aplicabilidade de diferentes tipos de matrizes/arcabouços. Resultado de um campo interdisciplinar e multiprofissional, a engenharia tecidual especializou-se na produção de tecnologias que auxiliam no processo de reparação tridimensional dos tecidos. No contexto do laboratório, após avulsão radicular ou axotomia de um nervo misto, faz-se necessária uma estrutura que permita o reimplante ou a junção (coaptação) término-terminal de cotos de forma efetiva, ou seja, criando um ambiente que não somente reconecte os cotos nervosos no sítio da lesão, mas que permitam processos fisiológicos e biológicos de autorreparo, visando sempre o reestabelecimento funcional.

Eneida de Paula

Atua nas áreas de: 1) Farmacologia Bioquímica e Nanotecnologia Farmacêutica, no preparo e caracterização de sistemas de liberação sustentada de fármacos (drug-delivery) como: ciclodextrinas, lipossomos e carregadores lipídicos nanoestruturados; 2) Bioquímica e Biofísica, no estudo da interação de anfifílicos com sistemas bioiomiméticos através de técnicas espectroscópicas como ressonância magnética, fluorescência e absorcão UV-Vis. estuda a interação de fármacos (anestésicos locais, antiinflamatórios, antiparasitários, antineoplásicos) e detergentes com biomembranas e sistemas bioiomiméticos, através de técnicas espectroscópicas (como ressonância magnética, fluorescência, absorcão UV-Vis e infravermelho), eletroforese de proteínas, western blotting, cromatografia (líquida e de camada delgada), microscopias eletrônicas, calorimetria diferencial de varredura e espalhamento de luz quase-elástico, espalhamento de luz dinâmico (DLS) e análise de rastreamento de nanopartículas (NTA).