Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa

BIOLOGIA MOLECULAR, BIOQUÍMICA E FISIOLOGIA VEGETAL
 
Docentes:
Alexandra Christine Helena Frankland Sawaya
Anete Pereira de Souza
Fernando Cesar Bachiega Zambrosi
Marcelo Carnier Dornelas
Marcos José Salvador
Paulo Mazzafera
Rafael Vasconcelos Ribeiro
Sara Adrián Lopez de Andrade
 
Descrição:
Contempla o estudo dos processos gênicos e genômicos, bioquímicos e fisiológicos em plantas nativas e cultivadas no Brasil que atuam no seu crescimento e o desenvolvimento, especificamente os processos de fotossíntese, fotorrespiração, metabolismo de nitrogênio e fósforo, transporte de água, absorção e transporte de nutrientes e balanço hormonal. O conhecimento da adaptabilidade fisio-ecológica das plantas sob condições tropicais é fundamental para o aumento da produtividade das culturas brasileiras. Estudos sobre metabolismo vegetal também consideram a prospecção de moléculas bioativas e suas aplicações tecnológicas. O desenvolvimento de metodologias relacionadas às áreas da biologia molecular, bioquímica e fisiologia vegetal também estão incorporadas à área, com ênfase no desenvolvimento e treinamento de ferramentas em biologia computacional.
 
ECOLOGIA VEGETAL
 
Docentes:
Carlos Alfredo Joly
Clarisse Palma da Silva
Fábio Pinheiro
Fernando Roberto Martins
Ingrid Koch
Marlies Sazima
Paulo Eugênio Alves Macedo de Oliveira
Peter Stoltenborg Groenendyk
Rafael Silva Oliveira
Ricardo Ribeiro Rodrigues
Samantha Koehler
Simone Aparecida Vieira


Descrição:
Aborda estudos em duas grandes escalas ecológicas, com ênfase em plantas e biomas brasileiros. No nível dos organismos e populações, objetiva estudar a ecologia de organismos e interações entre organismos e seu ambiente, bem como a estrutura e dinâmica de populações no tempo e no espaço. Os estudos são focados nas interações bióticas e abióticas e consideram como a competição, polinização, dispersão e associações micorrízicas afetam o sucesso reprodutivo e a diversificação de novas linhagens. Estudos sobre a plasticidade e adaptações metabólicas que permitem a sobrevivência de plantas em condições de estresse, especialmente estresse hídrico e condições de baixa disponibilidade de nutrientes também estão contemplados aqui. Dentre as metodologias inovadoras empregadas, destaca-se a aplicação de isótopos estáveis para avaliar a diversidade de mecanismos de aquisição e uso de recursos em ambientes extremos e a descrição de padrões diversidade genética/genômica através do sequenciamento em larga escala para estudos em ecologia molecular. Estudos aplicados sobre o manejo e dinâmica de populações sujeitas a diferentes tipos de distúrbio também são contemplados. No nível de comunidades e ecossistemas, o programa desenvolve estudos sobre a avaliação da diversidade funcional e filogenética de comunidades, com o objetivo de entender os fatores que estruturam as comunidades vegetais em diversos biomas brasileiros.  Estudos sobre restauração de comunidades naturais e o efeito de mudanças climáticas globais na dinâmica de populações, comunidades naturais e processos ecossistêmicos também são desenvolvidos. Em última instância, as informações obtidas são aplicadas para o desenvolvimento de políticas públicas e de mercado para promover a conservação e restauração da biodiversidade brasileira.

SISTEMÁTICA E MORFOLOGIA VEGETAL
 
Docentes:
André Olmos Simões
Clarisse Palma da Silva
Ingrid Koch
Juliana Lischka Sampaio Mayer
Maria do Carmo Estanislau do Amaral
Maria Fernanda Aguiar Calió
Renato Goldenberg
Sandra Maria Carmello-Guerreiro
Vidal de Freitas Mansano
Vinicius Castro Souza


Descrição:
Tem por objetivo descrever e compreender a história evolutiva entre espécies e grupos de espécies e sua relação com a estrutura e desenvolvimento do corpo vegetativo e reprodutivo, com ênfase em angiospermas neotropicais e fungos micorrízicos associados a plantas, especialmente ocorrentes do Brasil. De forma complementar, esses estudos são utilizados como subsídio às pesquisas em evolução, ecologia, fisiologia e taxonomia vegetal. Como produtos, ressalta-se a organização e disponibilização do conhecimento da biodiversidade vegetal através da realização de revisões taxonômicas, descrição de novas espécies e elaboração de chaves de identificação e mapas de distribuição; a reconstrução da história de diversificação de táxons para identificação de fatores chave em eventos de especiação, elaboração de classificações mais estáveis, e teste de hipóteses sobre a evolução de caracteres e sobre processos determinantes para ocupação de ambientes (i.e. biogeografia). Esses objetivos são alcançados através da integração de dados em escalas ecológicos-evolutivas e de ferramentas em biologia comparada (métodos filogenéticos e filogeográficos) e de modelagem experimental.  Os resultados destas pesquisas fornecem uma base concreta para o entendimento de padrões e processos da fitodiversidade em escala macroevolutiva e geram uma base potencial para aplicações de objetivos econômicos, como, por exemplo, indicando plantas de usos medicinais, alimentícios, forrageiros, paisagísticos e para recuperação de áreas degradadas. Ressalta-se ainda o desenvolvimento de estudos em ensino e extensão na área de botânica, tanto para educação básica quanto para o ensino superior, incluindo o desenvolvimento de materiais didáticos e a avaliação e implementação de ferramentas inovadoras de ensino e aprendizagem.