Alunos Matriculados


PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA ANIMAL

 

BA= Biodiversidade Animal
RA= Relações Antrópicas, Meio Ambiente e Parasitologia -

Atualizada 01/2017


MESTRADO

 

ÁREA

ALUNOS

ORIENTADORES

CO-ORIENTADORES

1

RA

Amanda de Barros Filho

Danilo Ciccone Miguel

 

2

BA

Amanda Fantinatti

Flávio Dias Passos

 

3

BA

Ariane Campos

Shirlei Maria R. Pimentel

 

4

BA

Beatriz Helena Bedin Affonso

João Vascocellos Neto

 

5

RA

Carla Bianca da Silva Guimarães

Marlene Tiduko Ueta

 

6

RA

Danilo Carlos Guarnier

Danilo Ciccone Miguel

 

7

BA

Érica Aline Corrêa Porto

João Vasconcellos Neto

 

8

BA

Danilo Reali Ponciano Machado

José Roberto Trigo

 

9

RA

Giovane Murilo de Assis Vedovatti

Andre Rinaldo Senna Garraffoni

 

10

RA

Giovanni Henrique Ferri

Danilo Ciccone Miguel

 

11

BA

Gisella Christina Sales das Chagas

Michela Borges

 

12

BA

Hélio Soares Júnior

Paulo Sérgio M. Carvalho de Oliveira

 

13

BA

Guilherme Augusto Alves

Luis Felipe Toledo R. Pereira

 

14

BA

Isadora Bosco

Andre Rinaldo Senna Garraffoni

 

15

BA

Izadora Costa Vidigal de Freitas

Ariovaldo Antonio Giaretta

 

16

BA

Julia Leme Pablos

Danilo Ciccone Miguel

Andre Victor Lucci Freitas

17

RA

Juliana Fulan Ribeiro

Patricia Jacqueline Thyssen

 

18

BA

Juliana Vaz Hipólito

Ivan Sazima

 

19

BA

Juliana Yuri Yamada

Sérgio Furtado dos Reis

Prianda Rios Laborda

20

BA

Kayla Ann Margareth Wirthwein

André Rinaldo Senna Garrafoni

Anete Pedro Lourenço

21

RA

Karen Caroline Minori Vieira

Danilo Ciccone Miguel

 

22

RA

Marcela Siqueira Medina da Cunha

Patricia Jacqueline Thyssen

 

23

BA

Marcos Almir Polettini

Eleonore Zulnara Freire Setz

 

24

RA

Mariana Albiero Ferreira

Selma Giorgio

 

25

BA

Mariana Fernandes de Britto Costa

Fosca Pedini P. Leite

 

26

BA

Mariane de Oliveira Freitas

Luís Felipe de Toledo Ramos Pereira

 

27

RA

Marilia Bergamini Valentini

Silmara Marques Allegretti

 

28

BA

Matia Luiza Lança Moraes

Fosca Pedini P. Leite

 

29

RA

Marina Ferrari Klemm de Aquino

Patrícia Jacqueline Thyssen

Selma Giorgio

30

BA

Meghi Nogueira de Souza

Domingos Silva Leite

 

31

BA

Paula Moretti

Fosca Pedini Pereira Leite

 

32

RA

Roselene Canato Felipe de Oliveira

Regina Maura Bueno Franco

 

33

BA

Roseli Maria Foratto

Luis Felipe Toledo R. Pereira

Lucas Rodriguez Forti

34

RA

Taila dos Santos Alves

Domingos da Silva Leite

 

35

BA

Thais Aparecida Marinho

Flávio Dias Passos

 

36

RA

Thalita Fernanda Araújo

Selma Giorgio

 

37

RA

Thamiris Gomes Smania

Patricia Jacqueline Thyssen

 

38

RA

Nathalia  Grazzia

Danilo Ciccone Miguel

 

39

BA

Vinicius da Costa Silva

Patricia Jacqueline Thyssen

 

 


DOUTORADO

 

ÁREA

ALUNOS

ORIENTADORES

CO-ORIENTADORES

1

BA

Benito Leopoldo Trento

João Vasconcelos Neto

 

2

BA

Carolina Lambertini

Luis Felipe Toledo R. Pereira

 

3

RA

Carolina Ortiz Pineda

Regina Maura Bueno Franco

Diego Averaldo Leal Guiguet

4

RA

Caroline Siqueira Franco

Arício Xavier Linhares

 

5

BA

Carlos Henrique L. Nunes de Almeida

Luis Felipe Toledo R. Pereira

 

6

BA

Cauê Trani de Mira

Patricia Jacqueline Thyssen

 

7

RA

Cesar Corat Ribeiro Prado

Silmara Marques Allegretti

Maria Helena Andrade Santana

8

RA

Dennys Ghenry Samillan Ortiz

Mara Cristina Pinto

 

9

RA

Fabio Rezende

Arício Xavier Linhares

 

10

BA

Fabrizio Marcondes Machado

Flavio Dias Passos

 

11

BA

Felipe Silva de Andrade

Luis Felipe Toledo R. Pereira

Ariovaldo Antonio Giaretta

12

BA

Fernanda Fonseca e Silva

João Vasconcellos Neto

 

13

BA

German Antonio V. Bonilla

João Vasconcellos Neto

 

14

BA

Giulia Bagarolli D’Angelo

Ivan Sazima

Marco Aurélio  Pizo Ferreira

15

BA

Hebert da Silva Souza

João Vasconcellos Neto

Marcelo de Oliveira Gonzaga

16

RA

Juliana Damieli Nascimento

João Aristeu da Rosa

 

17

RA

Julio Cesar Cenci de Aguiar

Edson Aparecido Adriano

Marcus Vinicius Domingues

18

BA

Karine Ferreira Ribeiro Mansur

Fosca Pedini Pereira Leite

 

19

BA

Karin Regina Seger

Luciana Bolsoni Lourenço

 

20

BA

Marcel Sabino Miranda

Flávio Dias Passos

 

21

BA

Maria Lígia Paseto

Aricio Xavier Linhares

Patrícia Jacqueline Thyssen

22

RA

Monizze Vannuci e Silva

Gisela de Aragão Umbuzeiro

Solange Cadore

23

RA

Natane de Cássia Sibon Purgato

Arício Xavier Linhares

 

24

RA

Nilson Branco

Regina Maura Bueno Franco

Romeu Cantusio Neto

25

RA

Patrick Mathews Delgado

Edson Apdo. Adriano

 

26

BA

Priscila Candido Baroni

Antonia Cecília Z. Amaral

 

27

BA

Renata Apda. dos Santos Alitto

Michela Borges

Maikon Di Domenico

28

RA

Sheila de Andrade Penteado Corrêa

Silmara Marques Allegretti

 

29

BA

Suellen Aparecida Zatti

Edson Apdo. Adriano

 

30

BA

Thiago Marinho Alvarenga

João Vasconcellos Neto

Valmir Antonio da Costa

31

RA

Tiago Manuel Fernandes Mendes

Silmara Marques Allegretti

Fernanda Janku Cabral

32

BA

Yuri Fanchini Messas

João Vasconcellos Neto

Marcelo de Oliveira Gonzaga

33

BA

William Pinheiro da Costa

Luciana Bolsoni Lourenço Morandi

 

 


 

Confira abaixo o resumo dos projetos dos alunos matriculados 

Mestrado
 


Amanda Fantinatti: “Estudos taxonômicos e anatômicos de Kelliellidae Fischer, 1887 (Mollusca: Bivalvia) da Bacia de Campos-RJ”.
A fauna de moluscos bentônicos do Brasil pode ser caracterizada como bastante diversa. Na região da plataforma continental concentram-se as espécies mais conhecidas, embora com o avanço das pesquisas feitas através de grandes projetos como o REVIZEE, Biota/FAPESP e HABITATS/Petrobras, ano a ano sejam acrescidas descrições de novas espécies e registros de novas ocorrências, demonstrando que mesmo para áreas bem exploradas cientificamente, permanecem ainda grandes lacunas no conhecimento sobre estes moluscos. Existem alguns fatores que dificultam a descoberta de novas espécies como a localização do animal, podendo ocorrer em locais restritos ou em grandes profundidades. Além disso, espécies de pequenas dimensões também são pouco conhecidas, pois são confundidas com jovens de outras. A família Kelliellidae Fischer, 1887 é um grupo de bivalves cujos adultos são muito diminutos, ocorrendo na maioria das vezes em águas frias e profundas, motivo pelo qual talvez sejam pouco conhecidos para águas brasileiras. O presente estudo visa à descrição dos aspectos da concha e da anatomia de espécies de microbivalves pertencentes ao gênero Kelliella (Kelliellidae).


Felipe Augusto Soares: “Utilização da técnica de Flotação por Ar Dissolvido como nova ferramenta de detecção de enteroparasitos humanos”.
As enteroparasitoses constituem um dos agravos à saúde pública no Brasil e no mundo. Atualmente estima-se que cerca de 3,5 bilhões de pessoas encontram-se infectadas por parasitos intestinais. Para o diagnóstico de tais enfermidades é preconizado à utilização do exame parasitológico de fezes. As técnicas usuais apresentam limitações quanto a presença excessiva de impurezas fecais na preparação das lâminas ou alterações morfológicas nas estruturas parasitárias em decorrência da sua exposição a reagentes de alta densidade. Como a Flotação por Ar Dissolvido (FAD) é amplamente empregada para separação de sólidos e líquidos e por sua alta eficiência e especificidade. Esta pesquisa objetiva desenvolver uma nova técnica de detecção parasitária, a partir da adequação da técnica de FAD, apropriando-a para este exame.


Felipe Silva de Andrade: “Caracterização acústica de populações e espécies de Pseudopaludicola Miranda-Ribeiro (Leiuperinae: Leptodactylidae: Anura): implicações taxonômicas e zoogeográficas”.

Os anuros (Lissamphibia, Anura) são popularmente conhecidos como sapos, rãs e pererecas. A maior riqueza em espécies do grupo está nos trópicos, particularmente na região Neotropical e, em especial, no Brasil. As vocalizações de anúncio de anuros são emitidas pelos machos durante o período reprodutivo e, em geral, são espécie-específico e, portanto, de aplicação direta em taxonomia. As análises acústicas têm se mostrado eficiente na identificação de espécies de complexos de espécies crípticas, ou até mesmo auxiliando na melhor compreensão de espécies com definições amplas e de populações mal definidas. Pseudopaludicola é um gênero neotropical que abriga 17 espécies e constitui um grupo natural, o qual sua real diversidade ainda se encontra subestimada, com populações ao longo da América do Sul que representam espécies ainda não descritas. Estudos taxonômicos integrados (integrative taxonomy) ainda são escassos para o gênero. O presente projeto pretende 1) obter em campo dados acústicos de populações já conhecidas e ainda não estudadas de Pseudopaludicola visando caracterizá-las acusticamente, 2) reconhecer espécies potencialmente novas, 3) analisar e comparar padrões de distribuição das populações e espécies e 4) integrar dados taxonômicos e sistemáticos. Nossas populações-problema de Pseudopaludicola ocorrem em seis municípios de três estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Uma comparação preliminar com a literatura já indica diferenças acústicas importantes da população da Chapada dos Veadeiros-GO com os demais congêneres. Se a magnitude dessas diferenças se mantiver em função de um maior volume de dados acústicos e morfológicos coletados e analisados, implicará que pelo menos essa população corresponde a uma espécie inédita para a ciência.


German Antonio Villanueva Bonilla: “Dinâmica populacional e associação de Selenops cocheleti Simon, 1880 (Aranae: Selenopidae) com plantas da família Myrtacea na Serra do Japi, São Paulo, Brasil”.

O estudo da dinâmica populacional descreve as mudanças que sofrem as comunidades biológicas e os fatores e mecanismos que as regulam. Em aranhas, o estudo de flutuações no tamanho e/ou densidade de populações pode ser afetada por diversas variáveis, sejam elas abióticas o bióticas. Essas mudanças podem ser medidas em parte por variações espaciais, que estão fortemente correlacionados com a estrutura do habitat e as práticas de caça de suas presas. Por outro lado, estudos direcionados para a compreensão das interações de aranhas com plantas ainda são escassos, especialmente se as aranhas habitam apenas plantas com morfologias específicas e se essas associações específicas se mantêm com as plantas hospedeiras. Este estudo centra-se em Selenops cocheleti, uma espécie de um dos gêneros de maior número de espécies dentro da família Selenopidae, o gênero Selenops. As aranhas da família Selenopidae, descrita pela primeira vez por Simon (1897), compreende 10 gêneros encontrados em todo o mundo, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. Todos os membros desta família são achatados dorsoventralmente permitindo-lhes ocultar em fendas ou fissuras contra predadores. No entanto, devido aos seus movimentos rápidos e pelo fato de serem noturnas torna o conhecimento que temos sobre a história natural ainda incipiente. Os propósitos do presente estudo são: (1) descrever a dinâmica populacional e a fenologia de Selenops cocheleti (Selenopidae), relacionando fatores abióticos, como precipitação e temperatura, além de fatores bióticos como predadores e parasitóides. (2) Estudar as associações com plantas especialmente família Myrtaceae, que tem um grande número de espécies na Serra do Japi e como a disponibilidade destes sítios pode afetar a abundancia (dinâmica populacional) desta espécie de aranha.

 


Isabelle Aquemi Haga: “Revisão acústica de populações de Phyllomedusa de perto relacionadas a P. hypochondrialis Daudin (Anura, Hylidae, Phylomedusinae) com a avaliação de uma espécie potencialmente nova”.

A maior riqueza em espécies de Anura esta presente nos trópicos, principalmente na região Neotropical. O Brasil abriga grande parte dessa riqueza em função de sua dimensão continental e por abarcar uma ampla quantidade de zonas climáticas. No grupo, o principal sinal emitido pelos machos é o canto de anúncio e sua análise tem sido uma ferramenta relevante na taxonomia. O gênero Phyllomedusa possui distribuição neotropical e seu monofiletismo é molecularmente bem suportado. Algumas populações de Phyllomedusa do grupo P. hypochondrialis distribuídas ao longo dos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso têm sua posição taxonômica ainda incerta. Em destaque a população do município de Pontal do Araguaia (MT) que potencialmente representa uma espécie inédita à ciência conforme análises preliminares já conduzidas. A proposta deste projeto é revisar a literatura e nossa base de dados e fazer uma avaliação de suas posições taxonômicas, o que teria também importantes implicações sistemáticas e zoogeográficas.


Juliana Damieli Nascimento: “Estudo histológico das espermatecas e traquéias de seis espécies de Triatominae (Hemiptera, Reduviidae)”.

Com intuito de contribuir para ampliar os conhecimentos a respeito da constituição interna dos triatomíneos, este trabalho compara as diferenças anatômicas e histológicas das espermatecas de Panstrongylus megistus, Rhodnius montenegrensis, R. prolixus, Triatoma infestans e T. tibiamaculata e estudo histológico de traquéias dos gêneros Panstrongylus, Rhodnius e Triatoma.


Marcel Sabino Miranda: “Chaetodermatidae (Mollusca, Aplacophora, Chaetodermomorpha) da Bacia de Campos, Rio de Janeiro, Brasil: diversidade e taxonomia”.

Os aplacóforos são conhecidos por possuírem o corpo pequeno, alongado e coberto por espículas. Estudos filogenéticos os consideram como um grupo basal e plesiomórfico dentro da filogenia dos moluscos, devido à sua morfologia e à presença de espículas calcárias ao invés de uma concha. Há uma discussão na literatura se eles são um grupo monofilético, ou parafilético. Eles possuem duas linhagens: os Solenogastres (=Neomeniomorpha) e os Caudofoveata (=Chaetodermomorpha), distinguidos pela presença de um sulco pedioso ventral, presença de escudo oral e estrutura das brânquias, rádula e espículas. Relativamente poucos taxonomistas têm se dedicado ao estudo dos aplacóforos. Com o intuito maior de contribuir para o aumento do conhecimento sobre os aplacóforos do Brasil, foi elaborado o presente Projeto, visando o estudo da diversidade taxonômica dos exemplares da família Chaetodermatidae na Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro. Os morfotipos já separados serão estudados através de técnicas de microscopia, que incluem observações sob estereomicroscópio, microscópio eletrônico de varredura e através de cortes histológicos, verificando as características diagnósticas para cada uma delas. Comparando com as espécies já descritas na literatura, serão identificadas a quais gêneros e espécies pertencem esses morfotipos, registrando quais se tratam de novas ocorrências para o Brasil e quais são novas espécies, desconhecidas até o momento para o nosso litoral.


 


Maristela de Lima Bueno: “Biodiversidade dos Echinodermata do Estado do Paraná”.

Ao longo dos anos, têm se intensificado os estudos taxonômicos dos equinodermos no Brasil, sendo registrado até o momento cerca de 300 espécies para aproximadamente 8.000 km de litoral. O Estado do Paraná possui aproximadamente 100 km, embora, se forem consideradas as reentrâncias, estuários e ilhas esta linha de costa ultrapassa os 1.675 km. A maioria das informações levantadas acerca da equinodermatofauna do Estado do Paraná foi obtida a partir de levantamentos de abordagem geral. O objetivo desse trabalho é realizar um levantamento da fauna Echinodermata para o Estado do Paraná, além de fornecer descrições taxonômicas que possam servir de referência para identificação dos táxons estudados. Para isso, está sendo realizado um levantamento bibliográfico, em sites de busca e bancos de dados como a rede speciesLink e a Global Biodiversity Information Facility, além de coleções públicas e particulares. Adicionalmente serão realizadas coletas qualitativas entre agosto de 2013 e junho de 2014, na Baía de Paranaguá e de Guaratuba, explorando principalmente os ambientes de costões rochosos e fundo inconsolidado nos estuários. A amostragem será realizada por meio de mergulho livre, mergulho autônomo e coletas manuais. Além de contribuir para o conhecimento da biodiversidade, espera-se que esse projeto auxilie na perspectiva de novos estudos voltados para a taxonomia, ecologia e conservação do grupo Echinodermata.


Meghi Nogueira de Souza: “Avaliação da produção de toxinas pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis”.

O fungo Batrachochytrium dendrobatidis (Bd), causa uma doença infecciosa emergente denominada quitridiomicose, responsável pelo declínio e extinção de populações de anfíbios em todos os continentes, exceto na Antártida. O Bd infecta células queratinizadas da epiderme dos anfíbios, causando diversos efeitos nos hospedeiros, como desequilíbrio das trocas gasosas, água e eletrólitos pela epiderme levando o hospedeiro a morte por parada cardíaca. Cinco linhagens geneticamente diferentes de Bd foram descritas, no Brasil três delas já foram identificadas, a linhagem pandêmica Bd-GPL, a linhagem Bd-Brazil e uma linhagem híbrida Bd-Hybrid, que diferem entre si quanto à sua virulência. Sequenciamento dos genomas dos Bd tem revelado que proteases podem estar envolvidas no processo de infecção nos hospedeiros. Recentemente foi demonstrado que sobrenadantes de Bd inibem a proliferação e induzem apoptose em linfócitos de anfíbios e linhagens epiteliais de mamíferos (HeLa e CHO), sugerindo a produção de algum fator tóxico solúvel pelo Bd. Isto posto, este estudo propõe verificar se as linhagens de Bd isoladas no Brasil produzem toxinas em ensaios in vitro em duas linhagens celulares, CHO e HeLa, avaliar se é possível modular a produção do fator tóxico em diferentes condições de cultivo e amplificar os efeitos nas células alvo.


Natane de Cássia Sibon Purgato: Decomposição e sucessão faunística de insetos associados a carcaças de porcos (Sus scrofa) em duas regiões da reserva natural da Serra do Japi em Cabreúva, SP”.

Os insetos são um dos primeiros organismos a colonizar um cadáver, sendo capazes de localizá-lo poucos minutos após a morte do indivíduo (GOFF, 2000). A partir desta observação, surge a Entomologia Forense, ciência que aplica o estudo de insetos no auxílio das resoluções de procedimentos legais de causa não determinada. Sabe-se que a decomposição de vertebrados é, em grande parte, executada por um grande número de artrópodes, em sua maioria da ordem Diptera e, em menor número, da ordem Coleoptera. Uma das grandes utilizações de insetos em casos criminais se faz pela estimativa do intervalo pós-morte (IPM), onde a partir do estudo prévio dos hábitos de sucessão e biologia das espécies necrófagas, pode-se inferir o possível intervalo da ocorrência da morte. Muitos fatores podem interferir no ciclo de vida desses insetos, como temperatura, altitude, umidade, entre outros, promovendo uma aceleração ou retardamento da decomposição do corpo. Em função disso, é de extrema importância o estudo da decomposição em diferentes locais, em condições climáticas diferenciadas para inferir o tempo dessa decomposição, bem como a fauna de insetos que pode ser encontrada colonizando esse corpo nos diferentes estágios da decomposição para auxiliar nas investigações criminais. O presente trabalho pretende determinar a entomofauna associada aos diversos estágios de decomposição cadavérica em carcaças de porcos (Sus scrofa L.) em duas regiões da Serra do Japi, SP bem como analisar o tempo de decomposição das carcaças expostas em condições ambientais de temperatura, umidade diferenciadas em duas estações bem definidas do ano (inverno e verão). As regiões da Serra do Japi de interesse no município de Cabreúva como a região tem índice pluviométrico menor do que a região de Jundiaí, espera-se encontrar diferenças no processo de decomposição cadavérica e/ou diferenças nas espécies de insetos que colonizarão a carcaça.


Nayara Paganini Toscano: “Caracterização acústica e morfológica de populações de Ischnocnema (Anura, Brachycephalidae): Implicações taxonômicas e zoogeográficas”.

Os anuros conhecidos atualmente compreendem cerca de 6100 espécies, dentre elas aproximadamente 915 ocorrem no Brasil, sendo este o país que apresenta a maior diversidade de espécies, com muitos casos de endemismo. O uso de sinais acústicos é a principal forma de comunicação neste grupo, com as funções mais comuns de atrair fêmeas coespecíficas e defender o território. Dados acústicos, além dos de morfologia, são importantes e complementares para a definição de unidades taxonômicas, auxiliando na detecção de espécies crípticas. No projeto em andamento pretendemos avaliar, utilizando dados acústicos e morfológicos, a posição taxonômica de duas populações de Ischnocnema que potencialmente são novas para a ciência, localizadas uma no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso de Goiás/GO), e outra no Parque Estadual de Itapetinga (Atibaia/SP). Iremos também analisar outras populações do gênero para uma melhor caracterização do grupo.


Paulo Vinicius Ferraz Corrêa: “Taxonomia, anatomia e aspectos filogenéticos dos Prochaetodermatidae (Mollusca, Aplacophora)”.

Os Aplacophora constituem um grupo considerado mais ancestral na filogenia dos Mollusca, cujas espécies geralmente variam de 1 mm a 5 cm de comprimento. Ainda existem dúvidas sobre as relações de parentesco com as demais classes de moluscos, onde há, basicamente, um debate se os aplacóforos formam um grupo parafilético, ou se é monofilético. São subdivididos em Solenogastres (=Neomeniomorpha) e Caudofoveata (=Chaetodermomorpha). Para a costa brasileira os conhecimentos acerca desses animais são muito restritos, em parte devido ao pequeno tamanho que alcançam e pelo fato de viverem em águas mais profundas. O presente projeto possui como objetivo estudar os espécimes da família Prochaetodermatidae (Caudofoveata) coletados pelo Projeto HABITATS, “Avaliação da Heterogeneidade Ambiental da Bacia de Campos”, coordenado pelo CENPES/PETROBRAS. Estes foram obtidos em profundidades de 30 a 1953m da Bacia de Campos, Rio de Janeiro. Os exemplares a serem estudados já se encontram separados em morfotipos, os quais serão investigados por técnicas de microscopia de luz, eletrônica de varredura e através de cortes histológicos. Verificando as características diagnósticas para cada uma delas, esses morfotipos serão comparados com as espécies já descritas na literatura, identificando-os ao nível de gêneros e espécies, e reconhecendo quais se tratam de novas ocorrências para o Brasil e quais são novas espécies. Através da histologia serão adicionados dados mais detalhados sobre a anatomia interna da família, pouco conhecida pela ciência atualmente. Com esses dados, serão investigadas também as relações filogenéticas dos Prochaetodermatidae com os demais Caudofoveata.


Renata Aparecida dos Santos Alitto: “Biodiversidade dos Echinodermata da Baía do Araçá, São Sebastião, SP e genética populacional de duas espécies cosmopolitas de Ophiuroidea”.

Com o propósito de estudar a biodiversidade de Echinodermata (exceto Holothuroidea) da baía do Araçá, São Sebastião (SP), será analisado o material procedente do Projeto Biota/FAPESP- “Biodiversidade e funcionamento de um ecossistema costeiro subtropical: subsídios para gestão integrada”, Proc. nº 2011/50317-5. Para avaliação da diversidade e densidade desses organismos serão realizados: estudos taxonômicos morfológicos com descrições detalhadas e discussões específicas; ilustrações e fotomicrografias das espécies; utilização de métodos alternativos de separação diagnóstica, como a caracterização e comparação da morfologia ultraestrutural do espermatozoide (para espécies de Ophiuroidea com possíveis problemas de identificação) e ampliação das descrições já existentes. Para análise da estruturação e diversidade genética de espécies cosmopolitas presentes na baía do Araçá, São Sebastião (SP) serão utilizados exemplares das espécies de ofiuróides típicas, tais como Amphipholis squamata (Delle Chiaje, 1828) e Ophiactis savignyi (Müller & Troschel, 1842), para posterior comparação com populações da baía de Guanabara (Rio de Janeiro, RJ) e Complexo Estuarino de Paranaguá (Paranaguá, PR). Por fim, será analisada a distribuição batimétrica de ofiuróides da baía do Araçá, São Sebastião (SP) e do projeto “Biota/FAPESP – Bentos Marinho 1998-07090-3” (material depositado no Museu da UNICAMP – ZUEC) para verificação de possíveis agrupamentos específicos ao longo do gradiente de profundidade amostrado. Os resultados obtidos com esse trabalho contribuirão de forma consistente para o conhecimento da biodiversidade dos equinodermos no Estado de São Paulo, gerando subsídios para futuras propostas de conservação e manejo.


Sarah Lemes Freitas: “Diversidade de moluscos associados à alga parda do gênero Sargassum em costões da ilha de São Sebastião, litoral norte do Estado de São Paulo”.

A macrofauna associada a espécies de Sargassum é relativamente bem conhecida no litoral do Estado de São Paulo, mas os estudos foram realizados essencialmente em áreas continentais. Estudos investigando a malacofauna associada a Sargassum ainda são raros no país e não há estudos comparativos sobre a composição e variação das comunidades de moluscos associados a esta alga parda, comparando essas comunidades em relação a faces continentais e oceânicas de ilhas. Desse modo, neste estudo, procurou-se conhecer a composição, riqueza, diversidade e distribuição geográfica dessa fauna associada a alga Sargassum, relacionando pontos voltados para o continente e com o oceano da ilha de São Sebastião, São Paulo, de modo a contribuir para o conhecimento da biodiversidade local.


Doutorado

Caroline Siqueira Franco: “Espécies de Rickettsias sp. e endossimbiontes de carrapatos coletados em áreas com casos de Febre Maculosa Brasileira e em áreas de alerta”.

A Febre Maculosa Brasileira é uma zoonose cujo agente etiológico é a Rickettsia rickettsii Brumpt 1922, e no Brasil, o principal vetor é o carrapato Amblyomma cajennense Fabricius 1787. Rickettsia peacockii Nyebylski et al., 1997, um endossimbionte do Dermacentor andersoni Stiles 1908, pode estar relacionada com o declínio da febre maculosa na América do Norte. Portanto, o objetivo deste trabalho é identificar as espécies de Rickettsia presentes em regiões com casos de febre maculosa, relacionando com as espécies de Amblyomma, através da coleta de carrapatos. Além disso, verificar se existem outras espécies de bactérias, como a Wolbachia, que podem interferir ou bloquear a infecção com Rickettsia em carrapatos onde não há casos da doença em humanos.


Cauê Trani de Mira: “Levantamento e caracterização genotípica de espécies de Fanniidae (Diptera) do bioma Caatinga”.

Fanniidae (Diptera: Muscomorpha) esta representada no Brasil por dois gêneros, Euryomma com quatro espécies descritas e Fannia com 44 espécies. Devido à alta similaridade interespecífica, a identificação de algumas espécies usando os caracteres morfológicos é complicada. Sob este aspecto, o desenvolvimento e a aplicação de técnicas moleculares mostram-se cada vez mais útil para a resolução taxonômica e sistemática dessa família. Além da dificuldade na identificação, várias regiões possuem pouco ou nenhum estudo da diversidade de fanídeos, sendo que a Caatinga é a menos estudada em comparação aos demais biomas brasileiros. Assim, neste estudo objetiva-se realizar um levantamento e registro de Fanniidae presente em oito ecorregiões da Caatinga e caracterizar genotipicamente as espécies mais abundantes. Para isto, serão realizadas duas coletas, uma no período quente e úmido e outra no seco e frio, utilizando iscas atrativas e armadilhas para a captura das moscas. A caracterização genotípica será realizada por meio da técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR), para amplificação das regiões carboxi-terminal do gene citocromo oxidase I (COI) e inter-espaçadora II (ITS-II), seguido de sequenciamento. Serão realizados cálculos para os índices de abundância, dominância, diversidade, equitabilidade e similaridade das espécies, assim como análise filogenética baseada nos fragmentos gênicos obtidos. Assim, espera-se contribuir com a validação de uma metodologia para identificação molecular de espécies de fanídeos, além de criar um banco de dados que facilite o processo de identificação até o nível mais específico.


Cintia Moreira Ramos dos Reis: “Levantamento da parasitofauna de duas espécies de peixes Prochilodus lineatus (Valenciennes, 1837) e Pimelodus maculatus Lacépède, 1803; no rio Mogi Guaçu, Bacia do Mogi Guaçu e correlação com elementos-traço”.

A bacia do Rio Mogi Guaçu tem uma das ictiofaunas mais bem estudadas do Brasil e tem como curso d’água principal o Rio Mogi Guaçu, que nasce no Morro do Curvado no município de Bom Repouso, no Estado de Minas Gerais.  A ictiofauna presente neste rio é importante fonte de alimento para os habitantes da região, mas devido ao impacto antrópico que sofrem ao longo de seu curso, faz-se importante a análise da contaminação por elementos-traço encontrados nestes animais, bem como da parasitofauna destes peixes. No Brasil, os estudos sobre a capacidade de utilização dos parasitos como bioindicadores tem ganhado destaque, diferentemente do que vem sendo observado em estudos realizados principalmente na Europa, em que os parasitos têm-se mostrado uma alternativa eficaz nos estudos de impacto ambiental nos ecossistemas aquáticos, desde os anos 80. Assim, este estudo teve como objetivos analisar as alterações causadas pela presença de elementos-traço neste ecossistema, usando como ferramenta a interação parasito-hospedeiro e a fauna de parasitos que infectam duas espécies de peixes, amplamente consumidas como alimento na região, curimbatá, Prochilodus lineatus (Valenciennes, 1837) e mandi-amarelo, Pimelodus maculatus Lacépède, 1803, ocorrentes no rio Mogi Guaçu e avaliar a concentração dos elementos-traço nos tecidos dos peixes e nos parasitos intestinais.


Eliana Anunciato Franco de Camargo: “Influência da temperatura na interação hospedeiro-parasita entre Biomphalaria glabrata (Say, 1818), Biomphalaria tenagophila (Orbigny, 1835), Biomphalaria straminea (Dunker, 1848) e o Schistosoma mansoni (Sambon, 1907)”.

A esquistossomose mansônica é uma doença endêmica, presente em diversas regiões da América Latina que constitui um problema de saúde pública em virtude do número de pessoas infectadas e da morbidade. O ciclo vital do Schistosoma mansoni, envolve dois hospedeiros, sendo o intermediário, um molusco planorbídeo do gênero Biomphalaria. Estudos prévios indicaram como temperaturas mais favoráveis para infecção destes moluscos 26ºC-28ºC. Em relação à distribuição geográfica, estes moluscos são amplamente distribuídos, sendo encontrados em regiões de clima temperado, onde não existem relatos da doença até o momento. Considerando estas informações e visando determinar se essas regiões de clima temperado, que possuem os hospedeiros intermediários, apresentam risco potencial do aparecimento de casos autóctones da doença em função do deslocamento de pessoas infectadas para tais regiões, este trabalho tem por objetivo esclarecer questões que envolvam a dinâmica da infecção de moluscos e posterior desenvolvimento do parasita em diferentes condições de temperatura.


Fábio Rezende: “Exigências térmicas de duas espécies de Chrysomya (Diptera: Calliphoridae) criadas sob diferentes temperaturas e substratos alimentares”.

Os insetos e outros artrópodes, quando associados aos corpos em decomposição, podem auxiliar o andamento ou conclusão de um processo investigativo. As principais aplicações dentro das ciências forenses dizem respeito à estimativa do intervalo pós-morte (IPM), inferir se houve movimentação do corpo, e investigar possível causa da morte, neste último caso, em particular, ligado a situações onde a vítima fez uso de substâncias tóxicas. Fatores como temperatura, umidade relativa, variação no fotoperíodo, tipo de substrato alimentar, entre outros, podem alterar a taxa de desenvolvimento dos insetos, consequentemente, ocasionando erros no cálculo do IPM. Um vasto número de estudos que focam o desenvolvimento de insetos submetidos a diferentes temperaturas ou criados em tipos diversos de substratos podem ser encontrados na literatura, contudo muitos não fazem o uso destes dois fatores combinados. Neste estudo objetiva-se avaliar as taxas de desenvolvimento dos imaturos de duas espécies de Chrysomya sob o efeito de duas variáveis, simultaneamente: diferentes recursos alimentares (tecidos provenientes de cérebro, pulmão, músculo, coração, fígado e intestino de suínos domésticos - Sus scrofa L.) e faixas térmicas (5, 10, 15, 20, 25, 30 e 35°C), para determinar a constante térmica e o limiar mínimo de desenvolvimento de cada espécie. Colônias de adultos de Chrysomya albiceps (Wiedemann) e C. megacephala (Fabricius) serão estabelecidas a partir de coletas em campo e todo o desenvolvimento dos imaturos será acompanhado em laboratório. Parâmetros biológicos como peso e comprimento serão avaliados a cada 12 horas desde a eclosão até a pupariação. Os resultados obtidos serão usados para elaborar modelos de taxas de desenvolvimento (graus horas acumulados e de regressão), os quais servirão como base para estimar o IPM com maior acurácia.


Fabrizio Marcondes Machado: “Biologia, Taxonomia e anatomia comparada de Cuspidaridae DALL, 1886 (Bivalvia: Anomalodesmata), com ênfase nas espécies do Brasil”.

A ordem Anomalodesmata Dall, 1889 é conhecida por apresentar muitos problemas taxonômicos e também por abrigar as mais raras e especializadas espécies dentre todos os Bivalvia. Além disso, possuem os mais variados modos de vida como, por exemplo, bivalves construtores de tubo, cimentantes, bissados, necrófagos e em particular os carnívoros e predadores de águas profundas, exclusivos deste grupo. Composta exclusivamente por bivalves carnívoros, a família Cuspidariidae Dall, 1886 alvo do presente estudo, caracteriza-se por apresentar espécies de pequenas dimensões, sendo comumente encontradas em regiões oceânicas mais profundas. A maior parte do conhecimento sobre essa família é baseado unicamente nos aspectos da concha, acarretando em uma escassez de informações sobre sua anatomia e biologia, gerando assim dúvidas não só de cunho taxonômico como também filogenético. Recentemente em coletas realizadas no sublitoral do Canal de São Sebastião-SP, pelo Projeto Biota/FAPESP-Araçá, foram encontrados espécimes vivos de uma espécie de Cuspidariidae, identificada até o momento como Cardiomya cleryana (d’ Orbigny, 1846). Com isso, pretende-se realizar um estudo anatômico comparativo entre essa espécie e outros cuspidariídeos, ampliando assim o conhecimento sobre a taxonomia, anatomia e biologia dos bivalves carnívoros, fornecendo também elementos importantes para uma discussão filogenética sobre esse importante grupo de bivalves.


Fernanda Fonseca e Silva: “Relações ecológicas entre a territorialidade e as múltiplas cópulas em Paraselenis flava (l. 1758) (Coleoptera: Chrysomelidae: Cassidinae)”.

Paraselenis flava é uma espécie de besouro pertencente à tribo Mesomphaliini (Chrysomelidae: Cassidinae), cuja distribuição é neotropical.  Besouros desta tribo alimentam-se preferencialmente de plantas da família Convolvulaceae. P. flava possui o comportamento de cuidado materno, onde a fêmea cuida de seus ovos até a emergência dos adultos. Embora haja alguns estudos que mencionam o cuidado materno nessa espécie, ainda é incipiente o conhecimento sobre o seu comportamento reprodutivo. Dessa forma, o propósito deste trabalho é estudar o comportamento territorial e suas relações com as múltiplas cópulas realizadas por fêmeas de P. flava e se há competição espermática.


Hebert da Silva Souza: “Aranhas construtoras de teias orbiculares e seu padrão de distribuição na Serra do Japi, Jundiaí – São Paulo – Brasil”.

O grupo das aranhas é extremamente diverso e está distribuído em praticamente todos os habitats terrestres. No entanto, a ocorrência de grande parte das espécies é condicionada por fatores abióticos e bióticos bem definidos. Dessa forma, elementos como altitude, intensidade luminosa, temperatura, umidade, bem como as interações existentes com outros organismos, como a relação entre presas e predadores, podem influenciar o padrão de distribuição de aranhas ao longo do tempo.  A vegetação é um fator determinante para a guilda de aranhas orbitelas, pois além de providenciar condições microclimáticas adequadas, fornece abrigo e pontos de apoio para a construção de teia. O tipo de vegetação e espaço necessário para as aranhas construírem suas teias pode ser limitado, e os padrões de segregação espacial podem ser resposta que particiona os nichos e diminui os efeitos da competição. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é estudar o padrão de segregação espacial de aranhas orbitelas na Serra do Japi, Jundiaí, SP, investigando padrões de distribuição em micro-habitat, camuflagem e diferenças na arquitetura de teias.


Julio Cesar Cenci de Aguiar: “Taxonomia e sistemática molecular de Monogenoidea (Platyhelminthes: Cercomeromorpha) parasitos de quatro espécies de peixes da família Pimelodidae (Siluriformes) oriundos do rio Tapajós, PA”.

A adequada catalogação da biodiversidade tem sido considerada um importante elemento para elaboração de políticas de conservação. Portanto torna-se imprescindível aumentar nosso conhecimento sobre a biodiversidade de áreas sujeitas a impactos ambientais. O rio Tapajós e seus afluentes vêm sofrendo forte pressão devido às necessidades de desenvolvimento do país. Contudo pouco se conhece sobre a biodiversidade de monogenóideos parasitas de peixes nesse ecossistema. Monogenoidea corresponde a um especioso grupo de vermes platelmintos, cujo conhecimento a respeito de sua diversidade na região Neotropical até a década de 60 foi gerado por análises de peixes mantidos em aquários de museus, sobretudo dos Estados Unidos. Entretanto, a documentação da riqueza desse grupo tem se intensificado na América do Sul e, as recentes descrições de dactilogirídeos parasitas de peixes da família Pimelodidae têm contribuído para isso. Na América do Sul são reconhecidas 41 espécies de dactilogirídeos parasitas de pimelodídeos, 15 delas na bacia Amazônica. Porém, na bacia do rio Tapajós, Pará, nenhuma espécie desse grupo foi registrada. Considerando a rica fauna de pimelodídeos (110 espécies), somado ao fato de que mais do que 75% desses hospedeiros ainda não foram examinados em busca de dactilogirídeos, presume-se que existam linhagens de monogenóideos desconhecidas e espécies a serem descritas e catalogadas nessa região. Assim, incidir os estudos sobre esse sistema parasita-hospedeiro, poderá fornecer uma base para futuros estudos biogeográficos e co-evolutivos, podendo subsidiar ações de conservação. Apesar de os estudos filogenéticos morfológicos e moleculares contestarem a monofilia de subfamílias de Dactylogyridae, existe um consenso da comunidade científica referente à monofilia e diversidade dessa família. Todavia os estudos moleculares foram realizados com terminais provenientes de outros continentes. Portanto, uma abordagem inserindo as espécies de Dactylogyridae e Ancyrocephalinae brasileiras preencherá uma importante lacuna para complementar os estudos realizados, além de permitir evidenciar a riqueza desse sistema com uma clara circunscrição dos grupos.  O presente projeto tem como meta inventariar a fauna de Dactylogyridae parasitas de quatro espécies de peixes pimelodídeos do rio Tapajós, PA, e propor uma hipótese de relacionamento filogenético para estas espécies de parasitas, baseando-se no sequenciamento de fragmentos dos genes 18S rDNA, 28S rDNA e ITS1.


Maria Lígia Paseto: “Levantamento e caracterização genotípica de espécies de Sarcophagidae (Diptera) do Bioma Caatinga”.

As moscas podem ser carreadoras e propagadoras de patógenos como vírus, bactérias e parasitas, causadoras de miíases e necrófagas, alimentando-se de matéria orgânica em decomposição (Entomologia Forense). Já foram descritas 3.000 espécies de Sarcophagidae (Diptera) e 800 delas são encontradas na região Neotropical. Atualmente reconhecem três subfamílias, Miltogramminae, Paramacronychiinae e Sarcophaginae. Devido à dificuldade na identificação das espécies através da morfologia externa e o número restrito de especialistas, cria-se um impedimento para o pleno conhecimento acerca da biologia, ecologia e distribuição geográfica de Sarcophagidae. Nesse sentido, a biologia molecular é uma ferramenta promissora para facilitar e possibilitar a identificação das espécies através de genes mitocondriais e ribossomais. O diagnóstico através desta metodologia é rápido, eficiente e de baixo custo. O conhecimento dos padrões de distribuição geográfica dos insetos é indispensável na Entomologia Forense e cada bioma tem sua fauna e condições locais específicas, exigindo assim um estudo da entomofauna regional antes de se aplicar as técnicas desta ciência. A Caatinga é o bioma menos estudado e o único em território exclusivamente brasileiro. Está distribuído em dez Estados brasileiros, estimando-se cerca de 850.000 Km2. O uso insustentável dos recursos naturais leva principalmente à rápida perda de espécies únicas e à eliminação de processos ecológicos chaves. Visto isso, o estudo visará buscar informações a respeito da abundância de Sarcophagidae do bioma Caatinga e a criação de mecanismos para facilitar o processo de identificação desta família.


Monizze Vannuci e Silva: “Desenvolvimento e aplicação de método para determinação de prata na hemolinfa de anfípodas expostos a nanomateriais”.

A prata vem sendo amplamente incorporada nos nanomateriais devido à sua ação antimicrobiana de amplo espectro. Atualmente, as nanopartículas de prata (AgNP) estão sendo descartadas no meio ambiente em quantidades que estão se tornando uma preocupação ambiental. Estudos sobre as AgNP discutem se a toxicidade deste nanomaterial é devido à dissolução da prata iônica ou se as próprias nanopartículas são responsáveis pela alta toxicidade. A dificuldade metodológica de se determinar Ag em materiais biológicos e em baixas concentrações, principalmente em meio salino (ambientes marinhos), é um fator limitante para estudos toxicológicos com este metal. Neste projeto será desenvolvido e avaliado um método para a determinação de prata no anfípoda marinho brasileiro, Parhyale hawaiensis, exposto a nanopartículas deste metal, via alimento. Também será determinada a concentração de cobre, que está naturalmente presente na hemolinfa destes animais, o qual será utilizado como um padrão interno. Indivíduos de Parhyale hawaiensis serão submetidos a exposições com AgNP incorporadas no alimento e, posteriormente, será feita a dissecção e a separação da hemolinfa e de possíveis órgãos/tecidos dos indivíduos expostos. Serão avaliados procedimentos para a dissolução do material biológico e eliminação de interferentes, visando a determinação por espectrometria atômica (absorção e/ou emissão). Serão determinadas as concentrações de Ag e Cu e a distribuição da Ag nas diferentes frações do material biológico. A água do mar circundante também será analisada. A partir dos resultados, espera-se obter informações sobre a absorção, o destino e o armazenamento de prata no anfípoda, fornecendo dados para o desenvolvimento de biomarcadores de exposição.


Myriam Janeth Salazar Terreros: “Avaliação ex vivo do perfil celular das lesões induzidas pela Leishmania amazonensis e análise do potencial celular para testes com fármacos anti-Leishmania e terapia ex vivo”.

Os principais tópicos a serem abordados nesse estudo referem-se à relação parasita-hospedeiro utilizando como sistema-modelo a infecção com o protozoário Leishmania amazonensis. Aspectos relacionados à resposta imune celular do hospedeiro, isto é, a adaptação de macrófagos contra o parasita, e a avaliação da atividade de compostos anti-Leishmania também são analisados. Neste ponto, se estão estudando os efeitos dos microambientes que mimetizam as lesões em células lesionais isoladas da leishmaniose experimental. Também se estuda o desenvolvimento de uma estratégia para terapia ex vivo. Especificamente, no projeto pretende-se: 1) padronizar o cultivo de macrófagos de lesões de camundongos experimentalmente infectados com L. amazonensis, 2) comparar seu fenótipo através de marcadores de membrana e analisar marcadores de função como iNOS e arginase, 3) avaliar e comprovar a resposta dessas células a ativadores clássicos como interferon gamma e LPS 4) avaliar e comparar sua resposta a fármacos anti-Leishmania e 5) Avaliar o efeito de inocular macrófagos lesionais cultivados e ativados imunologicamente em camundongos a serem desafiados com L. amazonensis.


Rafael Cedro de Souza Sandoval: “Revisão Sistemática das espécies dos gêneros Lucilia (Robineau-Desvoidy, 1863) e Paralucilia (Brauer & Bergenstamm, 1891) (Diptera: Calliphoridae) registradas no território Brasileiro”.

Os gêneros Lucilia (Robineau-Desvoidy, 1863) e Paralucilia (Brauer & Bergenstamm, 1891) (Diptera: Calliphoridae) da região Neotropical compreendem 27 e 14 espécies, respectivamente. Estudos abordando a sistemática destes táxons – que segue confusa e pouco determinada até o momento – são escassos, em contraste com a importância médica, veterinária e forense que lhes são assinaladas. Assim, neste projeto objetiva-se efetuar a revisão sistemática das espécies pertencentes aos gêneros Lucilia e Paralucilia registradas em todo o território brasileiro levando em conta caracteres morfológicos e moleculares. Isso não só permitirá uma melhor compreensão do relacionamento evolutivo dentro de cada grupo/gênero, mas também possibilitará uma correta identificação de espécies cujos status taxonômicos apresentam sinonímia, passo primordial para aplicação forense no que diz a investigação do tempo de morte em casos de morte violenta, entre outros parâmetros.


Sandra Yamashiro: “Remoção de cistos de Giardia spp. e oocistos de Cryptosporidium spp. e caracterização da microfauna de um Sistema de Tratamento empregando Filtro anaeróbio seguido de Biofiltro Aerado aplicado ao Esgoto Hospitalar”.

O projeto em parceria com a Engenharia Civil-Unicamp visa o estudo da remoção dos protozoários patogênicos Giardia spp. e Cryptosporidium spp. pelo sistema combinado de tratamento de esgoto, bem como o estudo da microfauna do biofiltro aerado. O esgoto sanitário sendo recebe efluente hospitalar do Hospital das Clínicas/Unicamp. A análise da remoção desses patógenos pelos sistemas de tratamento é de fundamental importância, pois Giardia spp. e Cryptosporidium são muito resistentes e oferecem um grande risco para a saúde pública, caso estes efluentes forem lançados diretamente no manancial sem o tratamento adequado. Quanto ao estudo da microfauna, a estrutura de sua comunidade é diretamente relacionada às condições de operação, e da qualidade e quantidade do efluente que alimenta o processo, logo a avaliação microbiológica do esgoto é capaz de fornecer informações sobre o desempenho do sistema de tratamento de esgoto e também da qualidade do efluente.


Suellen Aparecida Zatti: “Diversidade, taxonomia e caracterização genética das populações de mixosporídeos parasitos do Tucunaré Cichla spp. da bacia Amazônica”.

Parasitos do filo Myxozoa estão entre os mais comuns e economicamente importantes metazoários endoparasitas. No Brasil, este grupo vem ganhando importância à medida que novos estudos avançam no sentido de conhecer a diversidade e a interação parasito-hospedeiro de várias espécies, além dos aspectos evolutivos e de diversidade genética. Este projeto de doutorado tem como objetivo principal o estudo da diversidade de mixosporídeos parasitos de tucunarés da bacia Amazônica, bem como de conhecer a diversidade genética das espécies encontradas.


Taís Rondello Bonatti: “Caracterização molecular das espécies de Giardia spp. e Cryptosporidium spp. e levantamento das espécies de protozoários de vida livre presentes em amostras de água superficial e do sedimento do Rio Atibaia, Campinas, São Paulo”.

Há uma grande tendência em se avaliar a qualidade dos ambientes aquáticos por meio da caracterização da comunidade biológica, principalmente a microbiológica de vida livre e patogênica. O presente projeto tem como objetivo caracterizar a biodiversidade de protozoários ciliados de vida livre e de patogênicos (Giardia spp. e Cryptosporidium spp.) ocorrentes em amostras de água bruta superficial e sedimento do Rio Atibaia, Campinas, SP. Amostras de água e sedimento de dois pontos do Rio Atibaia, Campinas, SP, foram colhidas mensalmente durante 24 meses. Para o estudo da ciliatofauna foram realizadas análises qualitativa (observação in vivo e após impregnação pela prata) e quantitativa (enumeração in vivo e pelo QPS). Para a pesquisa e caracterização de Giardia spp. e Cryptosporidium spp. foram empregadas metodologias específicas para detecção de cistos e oocistos nos diferentes tipos de amostra e purificação dos protozoários patogênicos por separação imunomagnética. Para a caracterização molecular dos cistos de Giardia spp. e oocistos Cryptosporidium spp. isolados das amostras da água e do sedimento do rio Atibaia, as alíquotas purificadas por IMS e positivas na leitura por imunofluorescência, foram submetidas a extração do DNA-alvo e PCR. A elucidação do conhecimento da diversidade de protozoários ciliados e da epidemiologia dos patogênicos pode permitir inferências sobre o grau de contaminação de um corpo hídrico assim como as possíveis fontes que levam a ela e, portanto, contribuir para o monitoramento e a qualidade ambiental.


Thiago Marinho Alvarenga: “Taxonomia e filogenia do gênero Emersonella (Hymenoptera, Eulophidae, Entedoninae) baseadas em dados morfológicos e comportamentais do adulto e do hospedeiro”.

Os parasitoides do gênero Emersonella Girault são exclusivamente, americanos. A maior distribuição é encontrada na região Neotropical e é constituído de espécies que atacam principalmente ovos de Chrysomelidae. Este trabalho tem como objetivo principal fazer a revisão taxonômica e filogenética do gênero Emersonella, obtendo informações morfológicas e comportamentais destes insetos na Serra do Japi em Jundiaí - SP, e outras localidades do sudeste do Brasil. Objetiva-se ainda, descrever novas espécies, mostrar novos registros de hospedeiros, além de ampliar a distribuição geográfica desses parasitoides. Por fim, verificar a formação de grupos de espécies e propor uma hipótese de evolução do uso de Cassidinae como hospedeiros, de acordo com a pressuposição filogenética do grupo.


Tiago Milanin: “Avaliação do envolvimento de hospedeiros invertebrados no ciclo de vida de Myxozoa parasitos de pintado (incluindo híbridos) e pacu (incluindo híbridos) de sistemas de criação”. 

Este estudo tem como objetivo identificar, utilizando ferramentas morfológicas e moleculares, os estágios actinosporo e mixosporo e os hospedeiros invertebrados (oligoquetas) envolvidos no ciclo de vida de mixosporídeos parasitos de pintado (incluindo híbridos) e de pacu (incluindo híbridos), oriundos de pisciculturas do estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Para isso, hospedeiros peixes e hospedeiros invertebrados (oligoquetas) serão coletados em quatro pisciculturas (duas no estado de São Paulo e duas no Mato Grosso do Sul). Com o conhecimento do ciclo de vida destes parasitos, tão comuns nas criações de pintado e de pacu, espera-se gerar subsídio para o manejo melhorando as condições sanitárias e auxiliando a diminuir a prevalência e a intensidade destes parasitos nas pisciculturas.


William Pinheiro da Costa: “Relação filogenética e biogeografia das espécies do grupo Physalaemus deimaticus (sensu Nascimento, Caramaschi & Cruz 2005)”.

As relações filogenéticas, os eventos de especiação e os padrões que restringem ou promovem a ocupação geográfica de determinadas espécies em uma dada região estão entre os principais focos de estudos de muitos pesquisadores por todo o mundo. Tais questões são passíveis de respostas à luz de estudos Filogeográficos e Biogeográficos, ciências essas que fornecem as bases para uma melhor compreensão dos processos micro e macroevolutivos que envolvem os organismos. Nesse contexto, espécies do gênero Physalaemus podem proporcionar modelos interessantes para investigação. O gênero apresenta sete agrupamentos fenéticos, ainda não testados por métodos filogenéticos. Dos grupos atualmente reconhecidos, o grupo Physalaemus deimaticus apresenta características peculiares. O grupo é composto por três espécies endêmicas do conjunto de montanhas conhecidas como Cadeia do Espinhaço, e ocorrem exclusivamente nos campos rupestres de altitude no estado de Minas Gerais. A ausência de simpatria entre as respectivas espécies que compõem o grupo, apesar de aparentemente próximas geograficamente, e a distribuição restrita das espécies, cada qual associada uma única e determinada montanha, permite a análise dos eventos que promoveram a origem das espécies, a inferência do tempo de divergência dos táxons e de seu isolamento geográfico, bem como, a investigação das principais barreiras regionais e do grau de estruturação das populações. A importância do complexo de montanhas da Cadeia do Espinhaço como centro de processos de especiação já tem sido levantada na literatura, porém, para anfíbios anuros, pouco se sabe sobre os mecanismos que proporcionam o número elevado de endemismo nessa região. Logo, o estudo filogeográfico do grupo P. deimaticus auxiliaria a compreender os mecanismos regionais de especiação e é o objetivo do presente estudo. Para tanto, pretendemos neste estudo (i) Inferir as relações filogenéticas das espécies do grupo de P. deimaticus entre si e com as demais espécies do gênero, (ii) Testar hipóteses sobre o centro de origem das espécies, rotas de dispersão,  e possíveis barreiras geográficas que permitam compreender eventos de cladogênese dentro do grupo e (iii) compreender o quão influente foram os ciclos de mudanças climáticas, principalmente durante o Plioceno e Pleistoceno, para a consolidação da distribuição biogeográfica observada atualmente.  


Yuri Fanchini Messas: “Arquitetura de teias, seleção de microhabitats e interações interespecíficas de aranhas que vivem em troncos de árvores”.

A ordem Araneae é considerada um grupo megadiverso, que conquistou praticamente todos os ambientes e estão entre os mais abundantes invertebrados predadores em ecossistemas terrestres. A distribuição espacial e os substratos onde cada grupo de aranhas ocorre podem ser muito específicos, determinados por fatores abióticos, como temperatura e umidade, e bióticos, como o tipo de vegetação. Espécies vegetais arbóreas podem apresentar diferentes tipos de cascas e, como resultado, hábitats que variam em estrutura e refletem em diferentes composições da araneofauna associada. Este estudo será realizado na Serra do Japi, Jundiaí – SP e terá como objetivo estudar aspectos relacionados à ecologia de aranhas que vivem em troncos de árvores, com foco direcionado para os seguintes temas: seleção de microhábitat, camuflagem e sutilezas adaptativas na estrutura de teias orbiculares.